No desenho anterior, não estava convencido.
"Não é possível... Não consegui desenhar uma roqueira no estilo anime?! Eu vou fazer o desenho de novo, nem que seja na força do ódio!"
Começo normalmente pela estrutura base do rosto, os olhos, o cabelo...
Surge um pensamento aleatório:
"Hum... Caubói. F#$@-se. Vou desenhar um chapéu, vai ser uma vaqueira agora."
A partir desse desenho, comecei a desenvolver um hábito: tentar incluir algum elemento que ainda não sabia fazer direito.
Além de desenhar o que eu queria, procurava propositalmente elementos que fossem difíceis de ilustrar. A ideia era justamente errar, mostrar o resultado ao professor e aprender a corrigir.
Nesse caso, foi o chapéu, como estava acostumado a fazer rostos de personagens e com poucos acessórios. Colocar o chapéu nela, por mais simples que fosse... É bem diferente.
Esse desenho trouxe um contraste interessante em sala de aula. É diferente você pensar:
"Isso é bem difícil... Vou só aceitar que é difícil e não tentar. Vou desenhar outra coisa no lugar disso e esconder esse detalhe."
E:
"Isso é bem difícil... Vou tentar fazer, mesmo sabendo que vai estar ruim. Também vou pedir ajuda para refazer e ter dicas de como fazer."
Os dois pensamentos envolvem ter a consciência da informação que é difícil. A diferença está na abordagem a partir dessa informação.

Tempo de desenho - aprox. 2h30
Depois que mostrei para o professor, ele ensinou como desenha um chapéu encaixado na cabeça da personagem, e não "apoiado" na cabeça dela.
Futuramente, nos dias 2 e 9 de Maio, eu refiz essa personagem.
E a evolução tá bem notória.
Escrito em 6 de Julho de 2026
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